17 de ago de 2009


Ares de novas aves
Cantando em outros tons
As notas esmiúçam
Dando graça as claves

Há um balão subindo
Colorindo e fugindo
Da fumaça e da pressa

Há uma criança caindo
Do muro e do sonho
Levantando mais certo
Da vareta que meça

No pulo e na corda
No seu sorriso banguela
Um brilho inteiro
Um berro assumido
Grita livre o magrela
A cada pipa que pega

2 comentários:

  1. Inocência, sabedoria, comtemplação,a pura leveza da obscuridade. Melodia sem cordas, e ainda assim vibração. É a esperança toma conta de si. Pois é suavidade. Parabéns Mila, lindo poema, é de um toque sem espaços.

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